Edição nº 63 · domingo, 25 de outubro de 2026

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AI-natives e startups

Cemitério da IA: 42% das iniciativas acabam abandonadas pelas próprias empresas

Segundo o TechCrunch, que mantém uma lista de produtos e startups de IA encerrados ou que mudaram de rumo, cerca de 42% das iniciativas de IA são abandonadas pelas empresas que as criaram, de acordo com a S&P Global Market Intelligence; a reportagem não informa a metodologia. Entre os casos está o Relay, ferramenta de automação de fluxos de trabalho com agentes, criada como alternativa ao Zapier, que fechou em agosto, depois de cinco anos. O TechCrunch atribui o fim do Relay ao fato de OpenAI, Google e outras plataformas terem incorporado automações parecidas aos próprios produtos. As causas mais citadas para os fracassos são falta de financiamento, desafios técnicos, concorrência, dificuldade de escalar e demanda fraca.
O que está por trás

Cada lançamento dos grandes laboratórios absorve uma categoria de startups, como a automação de fluxos, no caso do Relay, e a transcrição de reuniões, que Zoom, Google e Microsoft já embutem nos próprios produtos. Quem constrói em cima de um modelo sem dados próprios ou sem distribuição fica exposto a virar recurso gratuito do fornecedor. As startups de IA que mais captaram nas últimas semanas, como Tractian e Alice, têm sensores, prontuários ou operação própria que o laboratório não tem.

Para levar

Antes de contratar uma startup de IA para um processo crítico, pergunte o que ela tem que o ChatGPT ou o Gemini não vão oferecer de graça em um ano; se a resposta for só a interface, tenha plano B.

Fonte: TechCrunch ↗ (abre em nova aba)