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OpenAI aceita avaliação menor e Meta cai 7%: o mercado começa a cobrar o gasto com IA
Segundo a CNBC, a OpenAI está perto de fechar uma rodada de até US$ 30 bilhões com avaliação de US$ 1,25 trilhão antes do novo dinheiro, liderada por investidores dos Emirados Árabes Unidos e pela Coatue. O Financial Times informou que a empresa reduziu a meta depois de apresentar um preço mais alto; na segunda-feira, a Reuters falava em mais de US$ 1,4 trilhão. A OpenAI quer as assinaturas até o fim da próxima semana e negocia, em paralelo, capacidade de computação nos Emirados; sua meta é gastar cerca de US$ 600 bilhões em computação até 2030. No mesmo dia, as ações da Meta caíram quase 7%, depois de a empresa mostrar fluxo de caixa livre negativo de US$ 2,1 bilhões no trimestre e elevar o piso do investimento de 2026 de US$ 130 bilhões para US$ 135 bilhões. O custo do seguro contra calote da Meta (CDS de cinco anos) bateu recorde. O Nasdaq caiu 2,6%, a maior queda desde junho, segundo a Bloomberg Línea.
O que está por trásAté aqui, o mercado aceitava qualquer gasto com IA como sinal de força. A Meta mostrou que nem a publicidade mais lucrativa do mundo cobre o ritmo de construção de data centers, e o CDS em alta indica que credores começam a ver risco numa empresa que nunca precisou de dívida. Para a OpenAI, uma avaliação menor agora reduz o risco de um IPO abaixo do preço da última rodada. A rodada é tratada como ponte até a bolsa, e a ordem dos IPOs importa: a Anthropic deve estrear primeiro, em meados de novembro, e o preço que conseguir vai servir de régua para a OpenAI.
Para levarSe o preço das ações de IA cair, os laboratórios vão disputar receita com descontos; use os próximos meses para negociar contratos anuais de IA com preço travado.