Edição nº 60 · quinta-feira, 22 de outubro de 2026

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Movimento do dia

Meta cresce 26%, eleva investimento em IA e cria ações sem voto para financiar a expansão

Segundo a CNBC, a Meta faturou US$ 64,6 bilhões no 3º trimestre, alta de 26% em um ano e acima dos US$ 63,4 bilhões esperados, e projetou de US$ 73 bilhões a US$ 76 bilhões para o 4º trimestre. O investimento em infraestrutura foi de US$ 34,9 bilhões no trimestre, e a previsão para 2026 ficou entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões. Os custos subiram 68%, incluindo uma despesa jurídica de US$ 9,9 bilhões, e o fluxo de caixa livre ficou negativo. O conselho autorizou uma nova classe de ações listadas sem direito a voto. O quadro de funcionários caiu 12% no trimestre, para 66 mil, depois de cerca de 8 mil demissões. Segundo o TechCrunch, Mark Zuckerberg disse que o Muse, agente de IA lançado em setembro, passou de 10 milhões de usuários nos EUA, que 25% de quem configura o app o usa todo dia e que compras são o principal uso. As ações subiram cerca de 2,5% depois do fechamento.
O que está por trás

A Meta financia a construção de data centers com o caixa da publicidade, que não cobre mais o ritmo do gasto. Ações sem voto permitem levantar dinheiro sem diluir o controle de Zuckerberg e sem aumentar a dívida. O Muse mostra a fonte de receita seguinte: o agente compra em nome do usuário por meio do conector da Plaid, e a Meta fica entre o consumidor e a loja. Zuckerberg disse que o foco corporativo, por enquanto, é cobrar de desenvolvedores pelo acesso aos modelos e ao Muse Code, e que o plano é montar uma rede de agentes Muse para pequenas empresas.

Para levar

Se você vende no Instagram ou no Facebook, prepare catálogo, preço e política de troca para serem lidos por um agente; a Meta vai ligar o Muse às pequenas empresas.

Fonte: CNBC e TechCrunch ↗ (abre em nova aba)