AI-natives e startups
Ventoá compra 30% da Factum IA, que usa IA para achar bens em cobranças judiciais
Segundo a Exame, a gestora Ventoá, com mais de R$ 300 milhões em participações em 17 empresas, comprou 30% da Factum IA num negócio que avalia a empresa em cerca de R$ 7 milhões. A legaltech cruza dados de pessoas, empresas, quadros de sócios, relações familiares e processos para indicar onde há bens a cobrar. Cobra por assinatura e monitora carteiras de forma contínua. Segundo a gestora, a plataforma já mapeou R$ 400 milhões em dívidas e localiza ativos em 60% dos processos parados há mais de três anos. A empresa estima R$ 556 bilhões em cobranças travadas no país e mais de 30 milhões de execuções paradas por falta de bens; as estimativas são da própria Factum IA. Bancos, FIDCs, securitizadoras e escritórios são o público-alvo.
O que está por trásNo Brasil, ganhar o processo e receber o dinheiro são etapas distantes; a fase de execução é onde a Justiça mais congestiona. A IA ajuda a ligar dados públicos dispersos, trabalho que hoje um investigador faz à mão. Por isso o interesse vem de FIDCs e securitizadoras, que compram carteiras de crédito vencido com desconto e ganham na recuperação. Uma ferramenta que aumente a taxa de localização de bens muda o preço que esses compradores aceitam pagar pelas carteiras.
Para levarSe sua empresa tem créditos judiciais parados, vale reavaliar a carteira: ferramentas de busca de bens com IA podem tornar viável cobrar o que estava baixado como perda.