Edição nº 59 · quarta-feira, 21 de outubro de 2026

‹ Edição completa de 21/10/2026

América Latina

Brasil fica em 2º no índice latino-americano de IA e concentra 92% da capacidade de GPU da região

Segundo o CENIA, centro chileno de IA que publica o Índice Latino-americano de Inteligência Artificial com a Cepal, o Chile lidera pelo quarto ano, com 71,4 pontos, seguido por Brasil (68,4) e Uruguai (67,0). O estudo avaliou 20 países com 126 subindicadores; a média regional fica perto de 45 pontos, e o México aparece em 8º, com 52. O Brasil reúne 87,7% das GPUs identificadas na região e 92% da capacidade de processamento. Brasil e Colômbia são os únicos com orçamento explícito nas estratégias nacionais de IA. Na região, 27,6% das grandes empresas usam IA; entre as médias, 12,8%, e entre as pequenas, 6,8%.
O que está por trás

Nossa leitura: a concentração de computação no Brasil vem do tamanho do mercado e dos data centers instalados para atender bancos, varejo e nuvens globais. Isso favorece empresas brasileiras que precisam de processamento local por exigência de dados, e atrai startups vizinhas, como as colombianas e argentinas que abrem operação aqui. A diferença de adoção entre grandes e médias mostra onde está o mercado ainda não atendido: são as empresas médias que menos usam IA, apesar de terem processos e dados suficientes para ganhar com ela.

Para levar

Se sua empresa média ainda não usa IA em nenhum processo, ela está na maioria regional; o primeiro passo é escolher um processo com dado organizado, como cobrança ou atendimento.

Fonte: CENIA e Cepal ↗ (abre em nova aba)